O amor de verdade não cura, não dignifica, não melhora, não purifica, não faz upgrade, não aprimora, não desenvolve, não aperfeiçoa, não alivia, não apascenta, não tranqüiliza, não apazigua, não enternece, não rejuvenesce, não alegra, não torna especial.
O amor de verdade não nos faz enxergar quem somos, não nos eleva a auto-estima, não nos convence de que valemos a pena, não aplaca nossos medos, não diminui nossas inseguranças, não nos coloca a salvo das nossas sabotagens, não nos embeleza, não nos explica, não nos desvenda, não nos traduz, nem decodifica, não nos simplifica.
O amor não faz com que gostemos de nós mesmos, não nos liberta, não nos resgata, não nos ensina a felicidade, não nos transforma, não nos transmuta, nem metamorfoseia, não nos deixa diferentes, não nos torna suficientes, não nos contenta, não nos faz feliz.
Isso tudo somos nós que fazemos por nós mesmos se pudermos, quisermos e tivermos forças para tanto, depois de percebemos que a tarefa é só nossa. O amor de verdade, vem depois, como recompensa.
Patricia Antoniete Ferreira é uma advogada portoalegrense que vem empenhando-se na tarefa de merecer a recompensa.